Corpo Humano

Sistema Urinário

Sistema Urinário humano 
O Sistema Urinário humano é de extrema importância para o funcionamento do nosso corpo. 
O Sistema Urinário humano é composto por:
- Rins
- Bexiga urinária
- Ureteres
- Uretra
- Esfíncteres
Funções do sistema Urinário
- Produzir, armanezar e eliminar a urina;
- Regular o volume a composição química do sangue e seu volume;
- Eliminar o excesso de água e resíduos do corpo humano, através da urina;
- Garantir a manutenção do equilíbrio dos minerais no corpo humano;
- Auxílio na regulagem de produção das hemácias (células vermelhas sanguíneas)
Principais doenças do sistema urinário:
- Glomerulonefrite (inflação dos glomérulos do rim).
- Insulficiência Renal (diminuição ou interrupção no processo de filtragem glomerular).
- Doença do Rim Policístico (doença hereditária que se caracteriza pela formação de cistos nos túbulos renais).
- Proteinúria (presença de excesso de proteínas na urina que pode significar deficiência no funcionamento dos rins).
- Incontinência Urinária (dificuldade ou falta total do controle da bexiga, gerando a eliminação involuntária de urina)
 Doenças do Sistema Urinário
♦Cistite    Doença inflamatória e infecciosa da bexiga e é frequentemente causada por germes que vêm do trato urinário. Um outro tipo de cistite é a causada em pacientes que fazem radioterapia nos órgãos pélvicos; esses estão sujeitos a contrair a cistite rádica. Outro tipo de cistite é a cistite intersiticial que não tem uma causa conhecida. É uma inflamação crônica e diminui a capacidade da bexiga, causando dor e desconforto.
    Os pacientes sentem dor na bexiga (cistalgia), ardência e dificuldade para urinar (disúria). A urina pode apresentar sangue, além de dores lombares e irritação. A febre não é um sintoma comum em adultos, já em crianças pode ocorrer. O exame mais importante para se obter o diagnóstico é a urocultura com antibiograma. Ele fará o diagnóstico entre uma cistite infecciosa e uma não infecciosa. O exame verifica a bactéria e dessa forma orienta sobre o melhor antibiótico para o tratamento. Se a urocultura não apontar a presença de germes, é mais provável que a doença não seja infecciosa.
    
Médica nefrologista.    Quando diagnosticada uma cistite infecciosa, deve-se procurar a causa. Exames de imagem e cistoscopia devem ser solicitados. Tanto para a infecciosa como a cistite não infecciosa, a abordagem diagnóstica varia conforme a idade e o sexo do paciente. Nas cistites infecciosas, o tratamento é feito com antibióticos escolhidos com base no resultado da urocultura. Já as cistites não infecciosas utilizam diversos recursos, como analgésicos, anti-inflamatórios, anti-espasmódicos e anestésicos. Nos casos extremos, como na cistite intersticial, a bexiga é retirada.
    O prognóstico para as cistites infecciosas é grande e sua reincidência em mulheres é elevada. Nesse caso, muitos médicos utilizam o uso prolongado de antibióticos a fim de evitar que se repita. A cistite intersticial é muito difícil, já que não tem causa conhecida e isso dificulta muito o tratamento. A incidência de cistite rádica tem diminuído, pois os aparelhos para a radioterapia estão mais modernos.
    Manter a área genital limpa reduz a chance de bactérias da área retal para a uretra. O aumento na ingestão de líquidos ajuda na frequência de idas ao banheiro, o que ajuda a eliminar as bactérias da bexiga. Deixar de ir ao banheiro por um longo período de tempo pode ajudar a bactéria a se multiplicar. As possíveis complicações da cistite são: infecção do trato urinário, pielonefrite (infecção do trato urinário) e insuficiência renal aguda.



Sintomas da cistite:
-Pressão na pélvis inferior;
-Necessidade de urinar frequente;
-Necessidade de urinar pela noite;
-Cor anormal da urina;
-Sangue na urina;
-Odor forte na urina.

♦Nefrite
    Processo inflamatório dos glomérulos renais e é responsável por 50% das doenças renais. A doença ocorre quando uma substância estranha entra na circulação e é encaminhada aos setores de defesa do nosso corpo. O corpo, dessa forma, produz um anticorpo para se defender do agressor (antígeno) e a reunião dos dois forma um complexo solúvel que, ao circular pelo organismo, pode depositar-se nos tecidos, formando lesões inflamatórias. Quando o tecido atingido é um glomérulo, a lesão chama-se glomerulonefrite.
Enfermeira hospitalar.    A nefrite apresenta-se de forma crônica e aguda. Na forma aguda, ocorre sangue na urina e albumina (proteinúria), edemas pelo corpo e hipertensão arterial. Após seis meses na forma aguda, a nefrite cronifica, sendo que a cronificação pode levar anos. As suas causas mais comuns são de origem infecciosa que são provocadas por qualquer micro-organismo (malária, tifo, salmonela, herpes e outros vírus e bactérias) que formem o complexo antígeno-anticorpo e atinjam o rim. Existem as causas não infecciosas que podem ser provocadas por doenças de vários órgãos ou por uso de certos medicamentos.
    As nefrites agudas exigem apenas repouso e cuidados com o uso excessivo de água e sal. Após a fase aguda, deve-se tratar o processo inflamatório para a redução da formação do complexo antígeno-anticorpo, que danifica o rim. Esse procedimento é feito com o uso de anti-inflamatórios esteroides e não esteroides e imunossupressores. Na nefrite crônica, necessita de cuidados maiores. Cortisona e outras drogas são utilizadas com a supervisão de um medico, além de uma dieta com restrições de proteína, potássio e sal.
Dependendo da região afetada, podemos classificar a Nefrite como:
Glomerulonefrite: a forma mais comum de nefrite. E como o glomérulo é a parte do rim responsável pela filtragem, a doença irá interferir na capacidade do órgão de filtrar impurezas que constam no corpo humano.
Nefrite lúpica: também afeta o glomérulo em pacientes com lúpus erimetatoso sistêmico.

Vasculite: quando o complexo antígeno-anticorpo vai para a corrente sanguínea e se instala nos vasos sanguíneos.

Nefrite tubulointersticial: quando ocorre a inflamação no tubulointersticial. A sua causa mais comum em sua forma aguda é o uso de medicamento que causem alergia ou intoxicação. Já a forma crônica é contraída no uso prolongado de medicamentos e/ou substâncias tóxicas.
Pielonefrite

Tratando a pielonefrite.    Infecção do trato urinário, que envolve o rim e geralmente é causado por bactérias provenientes da bexiga. Uma outra maneira é a infecção causada em outro local do organismo que pode ser levada pela corrente sanguínea até o rim. Os sintomas podem ocorrer de forma aguda ou crônica. O paciente sente dor no rim afetado, dificuldade para urinar, ardência, mal-estar, arrepios, náuseas, vômitos e febre alta.

    O diagnóstico é feito com base no exame clínico feito pelo medico e um exame de urina e sangue que confirma a infecção. Depois, é feita a urocultura, que definirá o tipo de bactéria, assim como um antibiograma que antibióticos são eficientes para o tratamento. A pielonefrite crônica provoca hipertensão arterial de causa renal e insuficiência renal com necessidade de diálise.

♦Uretrite

    Inflamação da uretra, com surgimento de sintomas e secreções. As mais comuns são as sexualmente transmitidas e são classificadas em uretrites gonocócicas e não gonocócicas. O aumento desse tipo de uretrite deve-se principalmente à promiscuidade sexual e ao uso de medicamentos por conta própria. Os sintomas podem se apresentar com dor ao urinar, secreção pela uretra, dor nas relações e frequência para urinar.

A uretrite pode ter três causas:

bacteriana (gonococo, clamídia, E. Coli);

química (espermaticida usado nas relações sexuais);

traumáticas (cirurgias, corpo estranho).


    O diagnóstico é feito com um exame bacterioscópico e bacteriológico da secreção da uretra. As uretrites podem infeccionar outros órgãos do aparelho genital e o órgão em si pode sofrer estreitamento. Após o diagnóstico de uma uretrite infecciosa, são receitados antibióticos para o tratamento. A uretrite causada pela bactéria clamídia (Chlamydia trachomatis) é a doença sexualmente transmissível mais incidente.

Estetoscópio.Sistema Urinário

    O trato urinário trata dos rins (filtram a urina), os ureteres, a bexiga (que armazena a urina) e a uretra (que leva a urina para fora).

Rim
-Litotripsia de onda de choque;
-Litotripsia percutânea;
-Cirurgia tradicional com incisão;
-Laparoscopia.

Ureter
-Litotripsia de onda de choque;
-Litotripsia endoscópica;
-Remoção endoscópica;
-Cirurgia tradicional;
-Laparoscopia.

Bexiga
-Extração endoscópica ou litotripsia;
-Cirurgia tradicional.


Bibliografia indicada:
- Sistema Urinário
  Autor: Hachul, Mauricio
  Editora: Elsevier (Medicina)
  Temas: Medicina, Urulogia, Saúde Humana
- Infecção do trato urinário
  Autor: Stamm, Ana Maria N de Faria
  Editora: Editora da UFSC
  Temas: Medicina, Saúde, Urologia


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Doenças Imunológicas

Doenças imunológicas ocorrem quando o sistema imunológico, responsável pela proteção do organismo contra as infecções, não funciona corretamente. Como resultado as pessoas ficam mais suscetíveis a contrair doenças.
Existe uma grande variedade de doenças imunológicas, entre elas a imunodeficiência primária (IDP) e púrpura trombocitopênica imune (PTI).
Imunodeficiência Primária
O sistema imunológico atua para proteger o organismo de infecções. Essas infecções podem ser causadas por vários agentes, incluindo bactérias, vírus, fungos e parasitas. O sistema imune utiliza os linfócitos (ou outro tipo de células brancas do sangue) e as imunoglobulinas (ou anticorpos) para combater esses invasores externos.
Na imunodeficiência, uma ou mais partes do sistema imunológico não funcionam. Se uma pessoa nasce com essa condição ela é chamada de imunodeficiência primária (IDP). Pessoas com imunodeficiência primária têm dificuldade em combater as infecções devido à produção inadequada de anticorpos.
Se o organismo de uma pessoa tem falta de imunoglobulina (anticorpos) e pode ser beneficiada pelo aumento temporário desta, a reposição de imunoglobulina é indicada. Essa imunoglobulina para reposição tem sido extraída de plasma humano (a porção líquida do sangue). Quando a reposição de imunoglobulina é aplicada em uma pessoa, ela é chamada de terapia de reposição de imunoglobulina ou imunoterapia.
Púrpura trombocitopênica imune
Um outro tipo de doença imunológica é a púrpura trombocitopênica imune (PTI), um distúrbio hemorrágico que freqüentemente causa manchas roxas na pele podendo causar risco de vida caso a hemorragia ocorra, por exemplo, no cérebro.
Para entender a PTI, é melhor definir cada termo que constitui o seu nome. Púrpura refere-se às manchas cutâneas roxas (púrpura) devido à hemorragia local. Trombocitopênica indica que a doença está relacionada com o baixo nível de trombócitos, ou plaquetas, células presentes no sangue que ajudam na coagulação. Imune significa que a doença é causada pelo sistema imune, que geralmente defende o organismo contra as infecções, mas que nesse caso causa a destruição das plaquetas.
Existem duas formas de PTI: a aguda e a crônica. A forma aguda ocorre normalmente em crianças e dura por cerca de 6 meses. A forma crônica acomete principalmente adultos na faixa de 20 a 40 anos e permanecem por mais de 6 meses, uma vez que os pacientes sofrem de ataques hemorrágicos freqüentemente.
O tratamento recomendado é a terapia como imunoglobulina com o intuito de elevar o número de plaquetas e ajudar no controle hemorrágico.
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Sistema Nervoso
O sistema nervoso detecta estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, e desencadeia as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela integração do organismo com o seu meio ambiente.
Ele é formado, basicamente, por células nervosas, que se interconectam de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos neurais. Através desses circuitos, o organismo é capaz de produzir respostas estereotipadas que constituem os comportamentos fixos e invariantes (por exemplo, os reflexos), ou então, produzir comportamentos variáveis em maior ou menor grau.
Todo ser vivo dotado de um sistema nervoso é capaz de modificar o seu comportamento em função de experiências passadas. Essa modificação comportamental é chamada de aprendizado, e ocorre no sistema nervodo através da propriedade chamada plasticidade cerebral.

O Neurônio

A célula nervosa, ou, simplesmente, neurônio, é o principal componente do sistema nervoso. Considerada sua unidade anatomo-fisiológica, estima-se que no cérebro humano existam aproximadamente 15 bilhões destas células, responsável por todas as funções do sistema.
 Existem diversos tipos de neurônios, com diferentes funções dependendo da sua localização e estrutura morfológica, mas em geral constituem-se dos mesmos componentes básicos:

  • o corpo do neurônio (soma) constituído de núcleo e pericário, que dá suporte metabólico à toda célula;
  • o axônio (fibra nervosa) prolongamento único e grande que aparece no soma. É responsável pela condução do impulso nervoso para o próximo neurônio, podendo ser revestido ou não por mielina (bainha axonial) , célula glial especializada, e;
  • os dendritos que são prolongamentos menores em forma de ramificações (arborizações terminais) que emergem do pericário e do final do axônio, sendo, na maioria das vezes, responsáveis pela comunicação entre os neurônios através das sinapses. Basicamente, cada neurônio, possui uma região receptiva e outra efetora em relação a condução da sinalização.

o

A Sinapse

É a estrutura dos neurônios através da qual ocorrem os processos de comunicação entre os mesmos, ou seja, onde ocorre a passagem do sinal neural (transmissão sináptica) através de processos eletroquímicos específicos, isso graças a certas características particulares da sua constituição.

Em uma sinapse os neurônios não se tocam, permanecendo um espaço entre eles denominado fenda sináptica, onde um neurônio pré-sináptico liga-se a um outro denominado neurônio pós-sináptico. O sinal nervoso (impulso), que vem através do axônio da célula pré-sináptica chega em sua extremidade e provoca na fenda a liberação de neurotransmissores depositados em bolsas chamadas de vesículas sinápticas. Este elemento químico se liga quimicamente a receptores específicos no neurônio pós-sináptico, dando continuidade à propagação do sinal.
Um neurônio pode receber ou enviar entre 1.000 a 100.000 conexões sinápticas em relação a outros neurônios, dependendo de seu tipo e localização no sistema nervoso. O número e a qualidade das sinapses em um neurônio pode variar, entre outros fatores, pela experiência e aprendizagem, demonstrando a capacidade plástica do SN.

Organização Funcional

Funcionalmente, pode-se afirmar que o SN é composto por neurônios sensoriais, motores e de associação. As informações provenientes dos receptores sensoriais aferem ao Sistema Nervoso Central (SNC), onde são integradas (codificação/comparação/armazenagem/decisão) por neurônios de associação ou interneurônios, e enviam uma resposta que efere a algum orgão efetor (músculo, glândula). Kandel sugere que o "movimento voluntário é controlado por complexo circuito neural no cérebro interconectando os sistemas sensorial e motor. (...) o sistema motivacional". As respostas desencadeadas pelo SNC são tão mais complexas quanto mais exigentes forem os estímulos ambientais (aferentes).
 Para tanto o cérebro necessita de uma intrincada rede de circuitos neurais conectando suas principais áreas sensoriais e motoras, ou seja, grandes concentrações de neurônios capazes de armazenar, interpretar e emitir respostas eficientes a qualquer estímulo, tendo também a capacidade de, a todo instante, em decorrência de novas informações, provocar modificações e rearranjos em suas conexões sinápticas, possibilitando novas aprendizagens.

Áreas Associativas do Córtex

Todo o córtex cerebral é organizado em áreas funcionais que assumem tarefas receptivas, integrativas ou motoras no comportamento. São responsáveis por todos os nossos atos conscientes, nossos pensamentos e pela capacidade de respondermos a qualquer estímulo ambiental de forma voluntária. Existe um verdadeiro mapa cortical com divisões precisas a nível anatomo-funcional, mas que todo ele está praticamente sempre mais ou menos ativado dependendo da atividade que o cérebro desempenha, visto a interdependência e a necessidade de integração constante de suas informações frente aos mais simples comportamentos.

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A Plasticidade Neuronal

Pesquisas em Neurobiologia têm comprovado que a plasticidade do sistema nervoso é uma característica única em relação a todos os outros sistemas orgânicos. Conforme deGroot, "a plasticidade neural é a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência, e como adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos".


 As figuras ilustram a expansão da representação cortical das pontas dos dedos no tecido cerebral de um macaco. Conforme a gravura, a pontas dos dedos 2, 3 e 4, que antes da estimulação diferencial apresentavam uma determinada área de representação, expandiram sua área de córtex depois de 3 meses da estimulação (representada por círculos nas pontas dos dedos).
Este fato é melhor compreendido através do conhecimento morfológico-estrutural do neurônio, da natureza das suas conexões sinápticas e da organização das áreas associativas cerebrais. Sem dúvida nenhuma a "aprendizagem pode levar a alterações estruturais no cérebro" (Kandel). A cada nova experiência do indivíduo, portanto, redes de neurônios são rearranjadas, outras tantas sinapses são reforçadas e múltiplas possibilidades de respostas ao ambiente tornam-se possíveis. Portanto, "o mapa cortical de um adulto está sujeito a constantes modificações com base no uso ou atividade de seus caminhos sensoriais periféricos" (Kandel)

O Neurônio Artificial

O neurônio artificial é uma estrutura lógico-matemática que procura simular a forma, o comportamento e as funções de um neurônio biológico. Assim sendo, os dendritos foram substituídos por entradas, cujas ligações com o corpo celular artificial são realizadas através de elementos chamados de peso (simulando as sinapses). Os estímulos captados pelas entradas são processados pela função de soma, e o limiar de disparo do neurônio biológico foi substituído pela função de transferência.

A Rede

Combinando diversos neurônios artificiais podemos formar o que é chamado de rede neural artificial. As entradas, simulando uma área de captação de estímulos, podem ser conectadas em muitos neurônios, resultando, assim, em uma série de saídas, onde cada neurônio representa uma saída. Essas conexões, em comparação com o sistema biológico, representam o contato dos dendritos com outros neurônios, formando assim as sinapses. A função da conexão em si é tornar o sinal de saída de um neurônio em um sinal de entrada de outro, ou ainda, orientar o sinal de saída para o mundo externo (mundo real). As diferentes possibilidades de conexões entre as camadas de neurônios podem gerar n números de estruturas diferentes.

Exemplo de uma Rede Neural Artificial de 2 camadas com 4 entradas e 2 saídas

As variantes de uma rede neural são muitas, e combinando-as, podemos mudar a arquitetura conforme a necessidade da aplicação, ou ainda, conforme o gosto do projetista. Basicamente, os itens que compõem uma rede neural e, portanto, sujeito a modificações, são os seguintes :
    • conexões entre camadas
    • camadas intermediárias
    • quantidade de neurônios
    • função de transferência
    • algoritmo de aprendizado

Auto-Organização

O processo da plasticidade cortical em uma rede neural artificial foi implementado em uma rede neural do tipo Kohonen, que foi escolhida por possuir certas similaridades funcionais com redes neurais biológicas, como é o caso da auto-organização da rede, processo fundamental nos sistemas orgânicos vivos.
 O esquema básico do modelo de Kohonen constitui uma rede neural de treinamento não supervisionado, e de apenas duas camadas. Diz-se que esse tipo de rede possui um paradigma topológico, uma vez que a rede pode apresentar qualquer formato geométrico bidimensional em sua camada de saída, como hexagonal, retangular, triangular e outras.
Depois de escolhida a rede neural e definida a sua arquitetura, segue uma fase chamada de treinamento, ou seja, uma fase cuja tarefa é "treinar" a rede neural com uma coleção de estímulos (sinais complexos, voz, imagens, etc.) que se deseja que a rede reconheça quando em operação.
 Na fase treinamento, os neurônios da camada de saída competem para serem os vencedores a cada nova iteração do conjunto de treinamento. Ou seja, sempre que é apresentada, à rede neural, uma entrada qualquer, existe uma competição entre os neurônios da camada de saída para representar a entrada apresentada naquele momento. Esse aprendizado, nada mais é do que modificações sucessivas nos pesos dos neurônios de forma que estes classifiquem as entradas apresentadas. Dizemos que a rede neural "aprendeu" quando ela passa a reconhecer todas as entradas apresentadas durante a fase de treinamento.
 Assim é que se traduz o aprendizado da rede neural, pois, havendo pelo menos um neurônio que represente uma determinada informação (um estímulo apresentado na entrada), sempre que este estímulo for apresentado a esta rede neural, aquele neurônio que foi treinado para representá-lo, automaticamente irá ser disparado, informando assim, qual o estímulo que foi apresentado para a rede neural.
Lembramos ainda que, uma forte característica das redes neurais é a capacidade de reconhecer variações dos estímulos treinados. Isto significa, por exemplo, que apresentando um estímulo X qualquer, semelhante a um estímulo Y que fez parte do conjunto de treinamento, existe uma grande probabilidade de que o estímulo X seja reconhecido como o estímulo Y treinado, revelando assim a capacidade de generalização da rede neural artificial.

Conclusões e o Futuro

O modelo do neurônio artificial procura ser similar ao neurônio biológico, apresentando funções e arquitetura cognitiva parecidas, apesar de serem constituídos de materiais diferentes, um virtual (reproduzido em computador) e outro orgânico.
Dessa forma, a similaridade dos dois sistemas pode permitir que certas comparações sejam realizadas, e assim, muitas conclusões podem ser inferidas e transportadas de um ambiente para outro. Ou seja, determinados resultados obtidos a partir de ambientes virtuais podem ser portados para o ambiente orgânico a fim de auxiliar o entendimento de processos específicos, ainda que um tanto especulativos. E da mesma forma, observações de processos ocorridos a nível neural podem ser transportados para circuitos artificiais, também a fim de melhorar o processo cognitivo das redes neurais artificiais.
 Um exemplo dessa portabilidade é a implementação do processo da plasticidade em uma rede neural artificial. O incremento da representação de um determinado estimulo no córtex artificial promove uma maior probabilidade de acerto para a rede neural artificial. O aumento de áreas primárias no cérebro artificial também fortalece a presença de áreas secundárias e, assim, acaba compreendendo uma massa nervosa artificial mais atuante para identificar estímulos iguais, ou mesmo parecidos aos estímulos treinados. Talvez esta também seja uma das finalidades da plasticidade biológica do cérebro.

Novos Paradigmas

É certo que os neurônios artificiais já trazem grandes semelhanças com os neurônios biológicos, e é certo também que essas semelhanças já produzem resultados significativos quando aplicados de forma devida. Entretanto muitos ajustes ainda são necessários para assemelhar as redes neurais artificiais ainda mais às redes neurais biológicas. Desse modo, aproximando esses dois sistemas, acreditamos que ambientes neurais artificiais possam ser úteis para elucidar mecanismos neurais complexos e ainda desconhecidos.

É certo também que esses processos cognitivos artificiais farão cada vez mais parte de nossas vidas, seja através de sistemas computacionais específicos ou mesmo para a pesquisa da neurociência. O uso de redes neurais na fabricação de microchips já revela uma das tendências da indústria da informática, e empresas multinacionais não estão apostando nestas novas tecnologias apenas por curiosidade. O uso de redes neurais em artigos científicos próprios das áreas biológicas também tem revelado outra tendência deste paradigma.



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 Sistema Endócrino

"As glândulas endócrinas São de muita importância no organismo, pois realizam uma secreção interna no corpo e são lançadas diretamente na corrente sanguínea, capazes de produzir diversas substâncias extraídas do sangue e dalinfa, produzindo hormônios que possuem funções específicas e importantes como, esteroides responsáveis pelos hormônios sexuais, proteicos e paratireoides que atuam na tireoide e pancreáticas que atuam no sistema digestivo. As principais glândulas endócrinas do corpo humano são o pâncreas, tireoide, cápsulas suprarrenais, gônadas, hipófise e paratireoides."

"As glândulas exócrinas tem a função de produzir substâncias que serão secretadas para fora do organismo, ou então, para dentro de algum tecido ou órgão corporal. As principais glândulas exócrinas são as sudoríparas, responsáveis pela produção do suor e também pela manutenção da temperatura corporal, salivares que ajudam na digestão dos carboidratos e mamárias, responsáveis pela produção do colostro e do leite materno. Para que as glândulas exócrinas funcionem há a atuação de alguns hormônios como a prolactina, que estimula a produção de leite nas glândulas mamárias.
Além desses hormônios, as glândulas do sistema endócrino produzem outros hormônios como o luteinizantetirotrofinahormônio folículo estimulante e hormônio do crescimento."
 

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